Tábua X
Doze Tábuas · fragmentos conservados
Hominem mortuum in urbe ne sepelito neve urito.
Não se sepulte nem se creme um morto dentro da cidade.
. . . hoc plus ne facito: rogum ascea ne polito.
[...] não se faça mais do que isto: não se apare a pira com machado.
Mulieres genas ne radunto neve lessum funeris ergo habento.
Que as mulheres não arranhem as faces nem entoem lamentação por causa do funeral.
Homine mortuo ne ossa legito, quo post funus faciat.
Não se recolham os ossos do morto para que depois se realize outro funeral.
Qui coronam parit ipse pecuniave eius honoris virtutisve ergoduitur ei . . .
Àquele que obtiver uma coroa por si mesmo ou por seu dinheiro, em razão de honra ou valor, que ela lhe seja concedida [...].
Nota: A fonte transmite a sequência de forma aglutinada; a tradução segue a leitura que separa ergo (“em razão de”) de duitur (“seja dada”).
Neve aurum addito. At cui auro dentes iuncti escunt, ast in cum illo sepeliet uretve, se fraude esto.
Não se acrescente ouro. Mas, se os dentes do morto estiverem ligados com ouro e ele for enterrado ou cremado com esse ouro, que isso não constitua infração.